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BLOGLIFE COACHING

Não saber o que você quer para si mesmo não é o fim do mundo.

By outubro 19, 2017 8 Comments

A maioria das pessoas que eu mais admiro possuem uma grande paixão. Algo que elas carregam dentro de si mesmas desde novas que acaba moldando parte de suas personalidades – ou até mesmo por completo, quando elas seguem uma carreira a partir disso.  Meu namorado – por exemplo é uma dessas pessoas. Completamente apaixonado por música. Ele ama cada minuto que passa escrevendo, compondo, tocando. Nunca é um fardo e nunca soou como trabalho para ele.

Com o passar dos anos, eu entendi o porquê de eu ler tanto. Eu leio, leio, leio e leio. Muito. Eu não tenho uma paixão singular, tenho várias, não sou motivada por apenas uma paixão e objetivo concreto. Por muito tempo cheguei até a pensar que eu não possuía um talento ou uma meta, pelo fato de eu ser tão obcecada a aprender de tudo um pouco. A querer demais. É como se eu estivesse vivendo minha vida tentando entender o que eu realmente quero pra mim, cheguei a me sentir frustrada muitas e muitas vezes, mas a verdade é que, está tudo bem. É ok. Às vezes eu quero ser uma novelista, mas ao mesmo tempo trabalhar para NASA, ser uma CEO de uma companhia multimilionária, mas ser mãe e dona de casa.

É ok você se sentir assim.  Eu paro e penso nas coisas que eu quero e comparo com as pessoas que possuem uma paixão singular e me magoo – um pouco. Eu quero sim ser motivada por apenas uma coisa, não um milhão de coisas, porque quando a gente se dedica a muitos planos, é como se não conseguíssemos dar o melhor de nós mesmos a algo único. É como se estivéssemos sempre procurando por aquilo que nos inspira, vagando pela vida, sem um roteiro especifico a seguir.

Mas o importante é continuar, é entender que algumas pessoas levam tempo para descobrir pelo quê elas são apaixonadas, algumas nunca descobrem – mas se mantêm apaixonadas por várias coisas diferentes. É não se culpar, procrastinar e desistir. É ansiar, descobrir, aprender e tentar. Nunca se contentar.

Eu sei que quando eu chegar a certa idade onde eu tenho que julgar minha vida e as coisas que eu vivi e tudo que realizei, eu não vou dizer que nunca fiz ou que nunca fui nada, mas que eu fui um pouco de tudo.  

 

Astrid.

 

 

 

Astrid Lacerda

Author Astrid Lacerda

Life coach e escritora.

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Join the discussion 8 Comments

  • Ana Caroline disse:

    Tudo que precisa ler. 🙌💞

  • Gabi Dias disse:

    Obrigada por esse post, veio exatamente na hora certa pra mim 💗

  • Barbara disse:

    Você é uma inspiração para mim, linda, inteligente, e têm muito a agregar. Desde há muito tempo estou perdida, com uma responsabilidade grande nos braços (um filho) sem nem saber o que eu quero para o meu futuro, tendo q escolher também oq será melhor para ele. Lido com uma depressão que eu não posso nem ao menos expressar de alguma maneira. Ler alguns textos como esse ajuda muitas vezes. Obrigada Trid. Desejo tudo de bom para você, sempre. Me identifico muito com seus pensamentos.

  • Larissa disse:

    Amei o texto. Me sinto exatamente como você ❤❤❤

  • Jordan disse:

    Achava que só eu era desse jeito, olhava para as outras pessoas dizia:
    fulano é muito bom no que faz, mas eu não sou bom em nada, pensava eu
    Sempre procurando algo com que eu me identificasse, Tide obrigado pelo post
    quero começar a pensar de uma maneira diferente.

  • Larissa M. disse:

    Oi astrid, adorei o texto e acabei levando ele não somente pra vida profissional como também para a amorosa, tenho medo de não encontrar A paixão e somente várias pequenas paixões que mudam (ou não) nossa vida. Um texto desse assunto ia ser mara também ein, beijão!

  • Agnes disse:

    Obrigada por esse texto. Eu me sinto muito frustrada por não fazer nada, por não trabalhar e por não saber com oque trabalhar, me sinto frustada por não fazer faculdade e por realmente não querer fazer nenhuma. Meu sonho é ser tatuadora, como o meu marido, faz pouco mais de um ano que descobri essa paixão por desenhar e redesenhar na pele das pessoas, mas é uma profissão tão difícil, me sinto frustada porque as pessoas não vem atrás de mim pelos meus desenhos, elas vem pra saber se eu faço o trabalho por 30$, já que eu estou no começo devo fazer super barato….. e quando dou o meu preço escuto “mas você consegue fazer esse desenho???” e aí, o cliente some. Me sinto frustada por ter 21 anos e não ter nem uma conta no banco, parece bobeira né? eu sei….. sofro muito com essas coisas e não sei como mudar, não sei… Mas, esse texto me ajudou a ver que não estou sozinha

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