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Vamos falar de clichês

By maio 21, 2016 4 Comments

E se tem um clichê que faz muito sentido é: quando uma porta se fecha, duas portas se abrem, ou uma janela… Era isso que eu deveria acreditar.

Eu sentia falta dele, claro, mas eu sentia mais falta das memórias que nós não tivemos, do futuro que abrimos mão, dos planos que não fizemos. Eu sabia que eu viveria o resto da minha vida me questionando: e se… E se tivesse sido diferente? A verdade é que não havia como mudar isso, as vezes conhecemos as pessoas certas na hora errada. Se isso é piada do destino ou a vida jogando sujo com você, eu não sei… Mas parece bem pior que isso.
As pessoas ao seu redor vão dizer que é experiência, serve de amadurecimento, você aprende com os erros, com o sofrimento. Filhos da puta, eles não sabem de nada.
O que me frustrava era saber que ele queria o que eu podia oferecer, só que eu não era suficiente para ele.

Nota mental: Memórias que todo ser humano deveria ter: não se sentir suficiente. Dói nos ossos.

Mas passa... Eu costumo dizer “Sinta a dor. Abrace-a. Descarte-a.” Faz parte do ciclo de vida se permitir ser humano; viver, experimentar... Se transformar. Ninguém é imune a se magoar.

Nota mental: Memórias que todo ser humano deveria ter #2: ser vulnerável.

Eu tentei, eu tentei mais de uma vez. Deus sabe quantas vezes eu tentei. Pela primeira vez depois de tanto tempo, me permiti ser amada. E não tem problema algum ao se permitir ser boba e vulnerável.
Eu arrisquei, ele não.
Ele se despediu, eu não.

xx,
Astrid

Astrid Lacerda

Author Astrid Lacerda

Financial & High Performance Coach, CCO at SobreEntretenimento and Writer

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Join the discussion 4 Comments

  • Andre Lacerda disse:

    Preciso ser clichê no meu comentário me desculpe.. Mas “caiu como uma luva” na minha vida esse post ?.. Vlw!

  • Lissa disse:

    Querida Astrid, como você está?
    Finalmente tive algum tempo de repor a saudade que eu sentia das suas histórias, e mais uma vez fui pega de surpresa. Continue sempre a expor seus sentimentos, suas lembranças, suas palavras. Você se torna a cada dia um livro aberto que causa uma vontade incontrolável de ser lido. Você é linda, seja internamente como fisicamente. Permaneça onde as luzes estão. xx

  • Marie disse:

    Posta mais Astrid, eu amo seus textos e queria lê los todos os dias ♥

  • Lyly. disse:

    Você é realmente um ser humano incrível, Astrid. Vim comentar esse post por ter me identificado demais com esse texto; principalmente, ao levar as minhas dores de acordo com o que você costuma dizer: “Sinta a dor. Abrace-a. Descarte-a.” Acredito que isso seja extremamente necessário para superar verdadeiramente nossas dores. Acredito firmemente que precisamos sentí-la, entendê-la para abraçá-la e, por fim, descartá-la; sem condições para que ela volte e nos pertube. Pode-se sentir outras dores mas as dores sentidas já não serão mais as mesmas. Obrigada por compartilhar suas concepções conosco.

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